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No Peru, a parte do dinheiro é bem simples quando você pega o jeito: se acostumar com o sol, andar com troco e saber quando vale mais sacar em caixa eletrônico ou trocar em casa de câmbio em Lima e Cusco.
Para brasileiros, o ponto mais importante é entender que, fora das áreas mais turísticas, nem todo lugar aceita cartão como no Brasil. Ter um pouco de dinheiro em espécie evita várias situações chatas com táxi, mercados e pequenas compras.
Resumo rápido
- Moeda: o Peru usa o sol (PEN), escrito como S/. As notas mais comuns são S/10, 20, 50, 100 e 200.
- Melhor combinação: use um cartão de débito para saques, leve um cartão reserva e ande com dinheiro em espécie para mercados, táxis, lanches e passeios pequenos.
- Câmbio: para a maioria, uma casa de câmbio confiável em áreas turísticas é melhor do que hotel e bem menos estressante do que câmbio na rua.
- Caixas eletrônicos: prefira os que ficam dentro de bancos e shoppings, não os de calçada.
- Regra de alfândega: se você levar mais de US$ 10.000 em dinheiro ou instrumentos negociáveis, precisa declarar. Levar mais de US$ 30.000 em dinheiro é proibido.
- Veredito: cartão funciona bem em Miraflores, Barranco e no centro de Cusco, mas dinheiro em espécie salva tempo e evita situações desconfortáveis em praticamente todo o resto.
Qual é a moeda do Peru
A moeda do Peru é o sol (PEN). Você vai ver preços como S/ 12 ou S/12,00.
Notas e moedas que você vai usar
O Banco Central de Reserva do Peru lista as notas em circulação de S/10, S/20, S/50, S/100 e S/200. Em moedas, é bem comum ver S/1, S/2, S/5 e 10, 20 e 50 céntimos.
Dica de Lima: tenha sempre um pouco de troco com você, moedas e notas de S/10. Isso resolve grande parte dos perrengues do dia a dia, como táxi dizendo que não tem troco, lanchinhos, e a clássica situação de banheiro com atendente.
Dá para pagar com dólares americanos
Em áreas turísticas, o dólar é aceito em compras maiores, como alguns hotéis e passeios. Mas no dia a dia ele não é o jeito mais prático. Mesmo quando aceitam, o troco vem em soles, e notas de dólar amassadas, rasgadas ou muito antigas muitas vezes são recusadas.
Melhores formas de pagar no Peru
Dinheiro em espécie
Dinheiro ainda é a forma mais confiável para:
- mercados e comida de rua
- restaurantes menores, principalmente fora de áreas turísticas
- táxis e colectivos
- passeios pequenos e gorjetas
Se você chegar em Lima tarde, ter alguns soles já na mão, ou sacar logo, pode evitar ter que negociar táxi cansado, com mala e pouca paciência.
Cartão
Os cartões funcionam bem em supermercados, hotéis e restaurantes de médio a alto padrão em Lima e Cusco. Mas não conte com cartão em qualquer lugar. Alguns estabelecimentos cobram taxa para pagamento no cartão, então vale perguntar antes.
Se você vai fazer um passeio guiado em Lima, no Centro Histórico ou Barranco, é normal pagar o passeio online ou no cartão e levar dinheiro para extras como lanche ou gorjeta. É assim que muitos viajantes fazem em passeios como walking tours pela cidade.
Apps locais, Yape e Plin
Você vai ver muita gente pagando por app. Para turistas, é complicado configurar sem banco local e com logística de chip e número peruano. Encare como bônus, não como plano principal.
Câmbio no Peru
Casa de câmbio vs bancos vs hotéis
Uma regra simples que funciona na maior parte do Peru:
- Casa de câmbio: o melhor equilíbrio entre cotação e praticidade em áreas turísticas.
- Bancos: seguros, mas às vezes mais lentos, por filas e horários limitados.
- Hotel e balcões do aeroporto: práticos, mas com a pior cotação. Use só para emergências e valores pequenos.
Se você estiver em Miraflores, faça sua troca principal depois que estiver instalado. E sim, conte o dinheiro no balcão, sem pressa.
Cambistas na rua e golpes comuns
Trocar na rua chama atenção e aumenta o risco de problema, seja nota ruim, valor errado ou uma situação desconfortável. Se você quer o caminho mais tranquilo, troque dentro de um lugar com balcão e tabela de cotação visível.
Caixas eletrônicos no Peru
Onde sacar com mais segurança
Use caixas dentro de bancos, shoppings ou supermercados. Evite os de rua à noite. Isso é ainda mais importante perto de aeroportos e terminais, onde distração e tentativas de golpe são mais comuns.
Cuidado com a tela cobrar em USD
Alguns caixas e maquininhas oferecem converter a cobrança para dólares ou para a sua moeda. Em muitos casos, vale mais escolher pagar em soles e deixar o seu banco fazer a conversão. Esse tipo de conversão automática sai mais caro e é uma armadilha comum para viajantes.
Notas falsas e notas danificadas
Como checar soles rapidamente
Dinheiro falso existe, então vale criar um hábito: confira notas altas antes de guardar. O Banco Central do Peru divulga detalhes e itens de segurança das cédulas. Para o viajante, uma dica prática é pegar troco em lugares estabelecidos, como supermercados e cafés cheios, em vez de situações informais na rua.
Por que dólares danificados são recusados
Muitos comércios no Peru evitam aceitar notas de dólar rasgadas, muito marcadas ou muito antigas, porque têm medo de ficar com um dinheiro que não conseguem trocar depois. Se você trouxer dólar como reserva, traga notas novas, limpas e bem cuidadas, guardadas retinhas na carteira.
Gorjetas no Peru
A gorjeta no Peru não é tão rígida como em alguns países, mas é bem-vinda em áreas turísticas.
Restaurantes e bares
Se já tiver taxa de serviço incluída, você ainda pode deixar um extra pequeno se quiser.
Em lugares simples, arredondar a conta ou deixar um pouquinho já está ótimo.
Guias, motoristas e hotel
Se alguém deixou seu dia mais fácil, como um guia excelente, um motorista paciente, ou alguém do hotel que resolveu um problema, dê uma gorjeta dentro do que faz sentido para o seu orçamento.
Atritos de dinheiro que pegam turistas de surpresa
Troco, notas pequenas e banheiros
O Peru funciona muito com valores pequenos. Se você só anda com nota grande, vai ouvir “não tenho troco” o tempo todo. Solução simples: depois de um saque, peça para trocar uma nota no caixa do supermercado enquanto compra algo pequeno.
E sim, leve moedas para banheiro e às vezes até para papel. Não é glamouroso, mas é real.
Terminais, táxis e custos escondidos em viagens por terra
Aqui vai uma verdade que surpreende muitos brasileiros na primeira viagem: um bilhete de ônibus que parece barato gera custos extras em dinheiro, principalmente táxis e tempo.
Lima não tem um terminal rodoviário. Muitos terminais ficam longe de Miraflores e Barranco, e o trânsito pesado deixa a corrida imprevisível. Resultado: muita gente acaba gastando mais com táxi, e pagando em espécie, só para chegar no terminal. E depois de novo, ao chegar, para ir até a área turística.
É nesse ponto que opções como Peru Hop fazem sentido para alguns viajantes: o pacote reduz a dependência de táxi para terminal e ainda inclui certas paradas que, no modo independente, viram custos extras no meio do caminho. Ônibus públicos continuam sendo uma boa opção para quem já conhece o Peru e só quer ir de um ponto ao outro gastando pouco, mas vale colocar no orçamento essas transferências e momentos em dinheiro vivo.
Checklist antes de pousar em Lima
- Saque ou troque uma quantia pequena de soles primeiro, o suficiente para transporte e comida.
- Tenha moedas e notas de S/10 para o primeiro dia.
- Use caixas eletrônicos dentro de prédios, não na rua.
- Não carregue mais dinheiro do que você precisa para o dia.
- Se você chegar no Jorge Chávez e for para Miraflores, considere um ônibus confiável do aeroporto como o Airport Express Lima para não cair na negociação de táxi cansado, tarde da noite.
Perguntas frequentes
Qual é a moeda do Peru?
O Peru usa o sol (PEN), mostrado como S/. As notas mais comuns são S/10, S/20, S/50, S/100 e S/200. Você também vai usar moedas de S/1, S/2 e S/5, além de céntimos. Em áreas turísticas aparece preço em dólares, mas no dia a dia é bem mais simples pagar em soles.
Levo dinheiro ou uso caixas eletrônicos no Peru?
A maioria dos viajantes se dá melhor usando caixas eletrônicos para sacar, de preferência dentro de bancos e shoppings, e carregando uma quantia diária em soles. Cartão funciona em muitos hotéis e restaurantes nas cidades, mas o dinheiro ainda é necessário para mercados, táxis, passeios pequenos e gorjetas fora de Lima e Cusco.
É seguro trocar dinheiro na rua no Peru?
É mais arriscado do que trocar dentro de uma casa de câmbio confiável ou banco, porque chama atenção e aumenta a chance de receber valor errado ou uma nota ruim. Se você quer uma opção tranquila, troque dentro de uma loja com balcão e conte o dinheiro antes de sair.
Comércios no Peru aceitam dólares danificados?
Muitas vezes não. Notas rasgadas, muito marcadas ou muito gastas são recusadas, porque o comércio teme não conseguir usar ou trocar depois. Se você levar dólares como reserva, leve notas novas e bem cuidadas.
Quanto devo dar de gorjeta no Peru?
A gorjeta é apreciada, mas não é obrigatória. Em áreas turísticas, deixar um pouco quando o serviço foi bom é comum, e guias e motoristas recebem gorjeta quando realmente melhoraram sua experiência. A forma mais simples é andar com notas pequenas de soles e ajustar ao seu orçamento e satisfação.
